É hora de comunicar. Mais do que nunca.

A crise do Coronavírus (Covid-19) é um momento de ruptura para a grande maioria das empresas da região de Presidente Prudente. E como qualquer situação deste porte, não tem jeito: uma vez instalada, a crise quebra uma estrutura de tal forma que do mesmo jeito que um vaso se parte em vários pedaços ou um papel é amassado, sempre haverá marcas do que se passou.

A sua empresa estava preparada para esta crise?

Por que meu concorrente está melhor do que eu?

O que posso fazer agora que o vaso já está quebrado?

Bem, são muitas as soluções e vou cravar talvez a mais importante e ao mesmo tempo a mais ignorada: a comunicação empresarial.

De antemão já afirmo que o empresário que deu as costas para o seu consumidor alegando que também foi vítima da crise do Covid-19 não só ampliou a quebra do vaso como dificilmente verá estes clientes novamente porque o consumidor tem memória longa e sabe bem quem deu a mão para ele nos momentos mais difíceis.

A postura de encolhimento e o vitimismo devem dar lugar a uma atitude não só ativa como também criadora de laços e conexões que vão ser muito importantes após a pandemia. E conexão é a base de qualquer comunicação. Como o próprio nome diz, ela une, reforça, interliga, permite a passagem e favorece o fluxo.

Ter uma estratégia de comunicação, ou de conexão neste momento, é o que todo empresário sonha e alguns já colhem frutos importantes em meio ao desastre econômico que se instalou. E não falo aqui de renda, mas de capitalização humana, social mesmo. A empresa que mesmo após a crise continuou ao lado do cliente será imensamente recompensada.

E se o negócio empresarial viaja ao sabor dos números, eles cada vez mais apontam para uma tomada de atitude das empresas. Uma pesquisa da Kantar Brasil Insights, empresa especializada em geração de dados e estatísticas para a imprensa, publicada no final de março no site Meio & Mensagem, é clara em apontar que ou as empresas assumem o protagonismo agora e vêm a público ou estarão à margem da nova cultura social que surgirá após o Covid-19.

O estudo foi realizado online com 500 brasileiros, com 18 anos ou mais entre os dias 13 e 16 de março de 2020 e é bem taxativo, tirando os que não quiseram ou não souberam responder:

· 25% das pessoas querem que anunciantes sirvam de exemplo e guiem a mudança;

· 21% dizem que a marca precisa ser realista e ajudar na prática os consumidores com dicas pessoais e profissionais de como suportar o isolamento;

· 20% querem ver as empresas atacando fortemente a crise e mostrando que é possível sair deste labirinto;

· 18% dos pesquisados esperam que as empresas usem seu conteúdo nas redes sociais para explicar e informar; e

· 11% aguardam mensagens de apoio emocional para reduzir a ansiedade.

Eu afirmaria aos empresários que se a organização não está atendendo estes propósitos do consumidor é porque a falta de uma comunicação estratégica para momentos de crise os pegou em cheio e é hora de agir. Seja nas redes sociais ou nos veículos jornalísticos, que hoje são os principais vetores de informação.

Aos empresários a hora é propícia para aquilo que eles mais sabem fazer: lutar. Mas esta luta precisa ser estratégica e profissional. Chega de amadorismo e negligência. O vaso pode ser consertado e o quanto as marcas de ruptura estarão visíveis no futuro dependerá do que for feito agora.

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